Jongo da Serrinha

15

Mai

2026

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A instituição promove diversas ações pedagógicas integradas com as iniciativas comunitárias do Salgueiro, como o Caxambu e Coletivo de Erveiras e Erveiras. No espaço de entrada podemos ver artes feitas pelas crianças em atividades de educação antirracista e uma horta comunitária cuidada em parceria com os hortelões do morro.

Sambas-enredos campeões como “Quilombo dos Palmares” (1960), que deu o primeiro título para a escola, “Xica da Silva” 1963 e “Festa para um Rei Negro” (1971), e outros que marcaram o carnaval como “Chico Rei” (1964) até hoje são lembrados.

Nesse ponto do percurso, visitamos a maior horta comunitária do morro. Cultivada dentro de um terreno inutilizado durante muitos após a demolição de uma antiga construção, a horta hoje fornece diversidade de alimentos para os moradores. A partir da iniciativa de alguns moradores, o espaço reapropriado e transformado em área de plantio cuidado por diversas mãos, sendo hoje gerenciada pelo Tio Dada, o hortelão-chefe.

A Horta recebe apoio do Programa Hortas Cariocas da Secretaria de Meio Ambiente da Cidade (SMAC) que teve início em 2006, cujo objetivo é Ampliar o acesso a alimentos saudáveis e orgânicos para a população, gerar renda e dar uso a áreas antes improdutivas dos territórios. Hoje a horta é fonte de renda para alguns moradores que mantém o plantio, além de proporcionar aos moradores uma alimentação saudável e diversificada e manter viva a memória do cultivo aprendido com as gerações mais velhas. Os alimentos produzidos também são livres de substância tóxicas.

Tia Maria

Vovó Maria Joanna

A formação do caxambu, mais conhecido como jongo em outros lugares do sudeste, é integrada a própria história de constituição da comunidade, inicialmente povoada por africanos e afrodescendentes. O Caxambu do Salgueiro é um dos grupos participantes da construção do último Plano de Salvaguarda do Jongo do Rio de Janeiro (2024) feito no âmbito do IPHAN, um documento que visa proteção, valorização e transmissão dos saberes dos patrimônios imateriais registrados, promovendo políticas públicas e gestão compartilhada desses saberes.

O Jongo foi registrado como patrimônio imaterial pelo IPHAN em 2005 no Livro de Registro das Formas de Expressão. Indicamos a página do Jongo no Sudeste do Observatório para saber mais sobre essa manifestação.

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O JONGO DA SERRINHA é a principal organização da sociedade civil atuante no centenário Morro da Serrinha há 62 anos. Foi criado no terreiro de umbanda Cabana de Pai Xangô, de Vovó Maria Joanna Rezadeira, e lá se consolidou como grupo um importante grupo musical.

Nos anos de 1990 Tia Maria do Jongo assumiu a liderança do grupo em seu quintal.

Nos anos 2000, o grupo se formalizou e inaugurou o Centro Cultural Jongo da Serrinha e a Escola de Jongo, em parceria com a Prefeitura do Rio. Em 2010 criou o espaço Terreiro Eva Emely, onde hoje fica o Acervo físico Tia Maria do Jongo.

Em 2015 inaugurou uma nova sede, da Casa do Jongo da Serrinha, com 2000m2, que é um espaço de desenvolvimento comunitário, artístico, social e político, reunindo a Escola de Jongo, o escritório administrativo, o museu e a base de articulação para a rede de comunidades jongueiras do interior do Estado